
Por Thiago Ferreira
Versus iSGLT2, agonistas do GLP-1R (GLP-1Ra) tendem a ser neutros ou discretamente inferiores quanto a incidência/recorrência de gota.
Em algumas comparações indiretas, podem ser modestamente melhores que inibidores de DPP-4, mas não conferem proteção consistente contra gota.
Resumo: entre antidiabéticos, os iSGLT2 são os que exibem maior impacto hipouricemiante.
Incluiu múltiplos iSGLT2: dapagliflozina, empagliflozina, canagliflozina, ipragliflozina, tofogliflozina, luseogliflozina e sotagliflozina, vs placebo e, em alguns estudos, em combinação a outros antidiabéticos.
Todos os iSGLT2 reduziram AUS; reduções mais consistentes com empagliflozina (10–25 mg/dia) e dapagliflozina (5–10 mg/dia).
O efeito ocorreu em DM2 e não diabéticos, sem diferenças relevantes entre esses grupos.
Houve tendência a menos casos de gota, sem significância estatística; maior sinal com canagliflozina 100 mg, empagliflozina 25 mg e dapagliflozina 10 mg/dia.
Sem relação clara dose-resposta dentro do mesmo fármaco.
Queda de AUS na faixa de 3–28%, inferior à obtida com hipouricemiantes dedicados (alopurinol/febuxostato).
• Se já há indicação de iSGLT2 por benefício cardiorrenal/metabólico (com ou sem DM2), empagliflozina 10–25 mg ou dapagliflozina 5–10 mg podem oferecer bônus de redução do AUS;
• iSGLT2 não substituem hipouricemiantes padrão (alopurinol/febuxostato) quando a meta de AUS e o controle da gota são prioridade;
• A evidência não comprova redução estatisticamente significativa de crises de gota; alinhe expectativas e mantenha profilaxia/tratamento específicos quando indicados.
01. Bilgin E et al. Autoimmun Rev. 2025;24(9):103864. doi: 10.1016/j.autrev.2025.103864.
02. 2. Hu Q et al. Int J Clin Pharm. 2025 Jul 2. doi: 10.1007/s11096-025-01950-y.